sábado, 12 de janeiro de 2008

Crônicas de Adolescência

"Às vezes ouço me chamarem de louco. Estas pessoas não me compreendem. Procuro não ser superficial como elas; se tenho vontade de rir, rio; se quiser gritar, grito; desde que ninguém sofra conseqüências com os meus atos, faço o que me der vontade. Quero usar minha vida para tentar entender o ser humano. Sei que vou me ferir cada vez mais pois todas as idealizações cairão por terra. Sei que nem sempre o herói é herói, e que o bandido pode ser bom. Não existem pessoas perfeitas. E mesmo existindo por todos os lados o conceito da alma gêmea, seu marketing não me conquistou. Sinto falta de alguém? Sim, e muito. Mas acredito que o que procuro não existe. Não gosto de pessoas perfeitas, gosto de pessoas reais. Esta é uma dificuldade da vida: buscar uma pessoa real num mundo no qual todas pessoas querem ser perfeitas. Assumir os defeitos e aceitá-los é necessário para ser feliz, esconder-se de si mesmo é fugir da realidade, é idealizar-se. Como dizia Fernando Pessoa: “Estou farto de príncipes, onde é que há gente neste mundo?”. Faço das palavras dele, as minhas."

Trecho do Capítulo II de Crônicas de Adolescência, livro que estou escrevendo.

Um comentário:

Anônimo disse...

por acaso encontrei este blog, "Sobre o Tempo e o Espaço", escrevi minha monografia da filosofia a respeito do Tempo, também me chamo Diego Gonçalves, mas tenho um segundo nome, meu signo é áries também, coincidências, só pra constar...