"Cai chuva
O ar está quente, o clima abafado.
Diz a geografia que esta chuva vem do mar.
Não me importo com os raios, com os medos
Subirei no lugar mais alto e esperarei
Quero sentir os ventos soprarem no meu rosto
Pois em algum momento estes mesmos ventos
Tocaram a pele do meu amado."
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
sábado, 12 de janeiro de 2008
De Mãos Dadas
"De repente tudo pára.
Como o mar que toca nossos pés
Como a lua apaixonante sobre nós
Como estes espíritos flutuantes sobre o chão
O mundo pára ao ver-nos de mãos dadas.
Há somente o silêncio vivendo lá fora
Aqui ouvem-se os gritos das vozes desesperadas
Clamando por liberdade... Deixem-nos amar!
Tudo pára.
Antes o tempo torturava-nos
Antes o espaço distanciava-nos
Vivíamos na angústia do futuro incerto.
Desejar e não tocar, permanecer e fenecer...
Num estranho prazer masoquista de querer
Acordávamos assustados pela volúpia ardente
Em sonhos nos chamavamos com gritos sufocados.
Mas sabíamos: tudo pararia.
Olhemos em nossos olhos brilhantes e profundos
Temos a vida do mundo entre nossos dedos enlaçados
Podemos decidir o futuro, ele nos pertence agora.
Espalhemos o amor por aí com cores e flores e beijos.
Deixemos as noites e os dias mais perfeitos.
Levemos luz aos corações empobrecidos pelo ódio.
Faça-se nosso mundo. Tudo parou.
Nós paramos.
Por que haveríamos de mudar o mundo que nos uniu?
Se tudo fosse diferente ainda estaríamos de mãos dadas?
Tudo deu-se porque assim o acaso permitiu.
Se o acaso se rendeu ao nosso amor e fez o mundo parar
Devíamos nos render também ao nosso amor.
Para que pensar? Para que mudar?
Tudo que precisávamos estava ali.
Nós dois. Pelo resto da eternidade. De mãos dadas.
O mundo parou e nos sorriu e voltou a mover-se.
O tempo continuou a passar e os ponteiros seguiram-se.
O silêncio desfez-se e o mar cantou seu canto
A lua brilhou e os espíritos voltaram para casa.
Podíamos mudar o mundo. Mas com qual finalidade?
Não interessava-nos se havia mar, lua ou espíritos.
Se havia vida, pessoas, cores, flores ou pássaros.
Se estávamos juntos não precisávamos do mundo.
O acaso nos mostrou o poder do nosso amor
Capaz de parar tudo...
Tudo parará e seguirá.
Deitamos na areia e beijamo-nos.
O tempo pára somente para nós.
Este momento é eterno para os nossos corações
Porque assim haveria de ser...
Tornemos nosso amor eterno e mais nada
Pois um dia fomos capazes de parar a vida
E continuar vivendo..."
Como o mar que toca nossos pés
Como a lua apaixonante sobre nós
Como estes espíritos flutuantes sobre o chão
O mundo pára ao ver-nos de mãos dadas.
Há somente o silêncio vivendo lá fora
Aqui ouvem-se os gritos das vozes desesperadas
Clamando por liberdade... Deixem-nos amar!
Tudo pára.
Antes o tempo torturava-nos
Antes o espaço distanciava-nos
Vivíamos na angústia do futuro incerto.
Desejar e não tocar, permanecer e fenecer...
Num estranho prazer masoquista de querer
Acordávamos assustados pela volúpia ardente
Em sonhos nos chamavamos com gritos sufocados.
Mas sabíamos: tudo pararia.
Olhemos em nossos olhos brilhantes e profundos
Temos a vida do mundo entre nossos dedos enlaçados
Podemos decidir o futuro, ele nos pertence agora.
Espalhemos o amor por aí com cores e flores e beijos.
Deixemos as noites e os dias mais perfeitos.
Levemos luz aos corações empobrecidos pelo ódio.
Faça-se nosso mundo. Tudo parou.
Nós paramos.
Por que haveríamos de mudar o mundo que nos uniu?
Se tudo fosse diferente ainda estaríamos de mãos dadas?
Tudo deu-se porque assim o acaso permitiu.
Se o acaso se rendeu ao nosso amor e fez o mundo parar
Devíamos nos render também ao nosso amor.
Para que pensar? Para que mudar?
Tudo que precisávamos estava ali.
Nós dois. Pelo resto da eternidade. De mãos dadas.
O mundo parou e nos sorriu e voltou a mover-se.
O tempo continuou a passar e os ponteiros seguiram-se.
O silêncio desfez-se e o mar cantou seu canto
A lua brilhou e os espíritos voltaram para casa.
Podíamos mudar o mundo. Mas com qual finalidade?
Não interessava-nos se havia mar, lua ou espíritos.
Se havia vida, pessoas, cores, flores ou pássaros.
Se estávamos juntos não precisávamos do mundo.
O acaso nos mostrou o poder do nosso amor
Capaz de parar tudo...
Tudo parará e seguirá.
Deitamos na areia e beijamo-nos.
O tempo pára somente para nós.
Este momento é eterno para os nossos corações
Porque assim haveria de ser...
Tornemos nosso amor eterno e mais nada
Pois um dia fomos capazes de parar a vida
E continuar vivendo..."
Constatação
"Ouvi passos dentro do nosso quarto. A porta da varanda abriu.
-Aconteceu algo, meu amor? - você questionou-me com um sorriso tímido, compreensivo. Seu cabelo estava desarrumado, seus olhos entreabertos, rosto inchado, pijama preto de risca-de-giz, pantufa de zebra. A pessoa mais linda do mundo.
-Estava pensando em nós. Estava aqui, olhando para o amanhecer, constatando o quanto você é especial na minha vida. Você é o meu sol que todas as manhãs ilumina e aquece meu coração e faz sentir-me novo, sentir-me amado. Amo-te!
Nossos olhos encheram-se de lágrimas.
- Amo-te tanto... - você respondeu-me, vindo em minha direção.
Suas mãos contornaram minha cintura e puxaram-me para si. Pude sentir o calor do seu corpo em minhas costas nuas. Minha cabeça pendeu sobre os seus ombros. Beijamo-nos; um beijo ardente, intenso, profundo; um beijo de amor. Ficamos entrelaçados ali, contemplando o nascer de um novo dia..."
Trecho do Capítulo I de "Uma Nova Realidade", que estou projetando ainda...
-Aconteceu algo, meu amor? - você questionou-me com um sorriso tímido, compreensivo. Seu cabelo estava desarrumado, seus olhos entreabertos, rosto inchado, pijama preto de risca-de-giz, pantufa de zebra. A pessoa mais linda do mundo.
-Estava pensando em nós. Estava aqui, olhando para o amanhecer, constatando o quanto você é especial na minha vida. Você é o meu sol que todas as manhãs ilumina e aquece meu coração e faz sentir-me novo, sentir-me amado. Amo-te!
Nossos olhos encheram-se de lágrimas.
- Amo-te tanto... - você respondeu-me, vindo em minha direção.
Suas mãos contornaram minha cintura e puxaram-me para si. Pude sentir o calor do seu corpo em minhas costas nuas. Minha cabeça pendeu sobre os seus ombros. Beijamo-nos; um beijo ardente, intenso, profundo; um beijo de amor. Ficamos entrelaçados ali, contemplando o nascer de um novo dia..."
Trecho do Capítulo I de "Uma Nova Realidade", que estou projetando ainda...
Descontrole
"Troquei de lado, acendi o farol
Tirei a máscara da mentira do meu rosto
Não há mais nada a esconder
Levei a solidão embora, deixei-a escorrer
Como as águas das chuvas de verão
Transpassando entre minhas mãos delicadas
Deixei a tristeza partir em lágrimas derramadas.
Lavei meu passado das mágoas.
Liberdade, esquecimento, perdão, reconciliação.
Serei o guia de um caminho, serei meu domínio.
Deixei a luz despontar no céu como sóis
Realidade não precisa ser real, não precisa ser cruel...
Realidade é pra ser vivida, em sonhos que o seja...
Sonhos que façam-me e façam-te sorrir e não sofrer
Realidade que não mata, faz viver...
Fiz minha verdade.
Quando de realidade minha vida se preencheu
Sutil, sereno, tímido e tanto
Como louco, intenso, quente e ardente
Em meu peito ele se espalhou...
Domina meus olhos, pele, sangue e coração
Corre pelas minhas veias borbulhante, fervente...
Toma minha mente e descontrola-me
Mas estou feliz por isso. Acordo sorrindo...
Em meio aos meus lençóis molhados de desejo
Queima minha alma em paixão luxuriosa...
Meus lábios doces imploram por vida
Seja minha vida, mata minha sede de ti...
Afoga-me no mar dos teus olhos cristalinos
Sente o amor crescer e a cada instante
Ama-me mais neste eterno descontrole."
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Tirei a máscara da mentira do meu rosto
Não há mais nada a esconder
Levei a solidão embora, deixei-a escorrer
Como as águas das chuvas de verão
Transpassando entre minhas mãos delicadas
Deixei a tristeza partir em lágrimas derramadas.
Lavei meu passado das mágoas.
Liberdade, esquecimento, perdão, reconciliação.
Serei o guia de um caminho, serei meu domínio.
Deixei a luz despontar no céu como sóis
Realidade não precisa ser real, não precisa ser cruel...
Realidade é pra ser vivida, em sonhos que o seja...
Sonhos que façam-me e façam-te sorrir e não sofrer
Realidade que não mata, faz viver...
Fiz minha verdade.
Quando de realidade minha vida se preencheu
Sutil, sereno, tímido e tanto
Como louco, intenso, quente e ardente
Em meu peito ele se espalhou...
Domina meus olhos, pele, sangue e coração
Corre pelas minhas veias borbulhante, fervente...
Toma minha mente e descontrola-me
Mas estou feliz por isso. Acordo sorrindo...
Em meio aos meus lençóis molhados de desejo
Queima minha alma em paixão luxuriosa...
Meus lábios doces imploram por vida
Seja minha vida, mata minha sede de ti...
Afoga-me no mar dos teus olhos cristalinos
Sente o amor crescer e a cada instante
Ama-me mais neste eterno descontrole."
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Crônicas de Adolescência
"Às vezes ouço me chamarem de louco. Estas pessoas não me compreendem. Procuro não ser superficial como elas; se tenho vontade de rir, rio; se quiser gritar, grito; desde que ninguém sofra conseqüências com os meus atos, faço o que me der vontade. Quero usar minha vida para tentar entender o ser humano. Sei que vou me ferir cada vez mais pois todas as idealizações cairão por terra. Sei que nem sempre o herói é herói, e que o bandido pode ser bom. Não existem pessoas perfeitas. E mesmo existindo por todos os lados o conceito da alma gêmea, seu marketing não me conquistou. Sinto falta de alguém? Sim, e muito. Mas acredito que o que procuro não existe. Não gosto de pessoas perfeitas, gosto de pessoas reais. Esta é uma dificuldade da vida: buscar uma pessoa real num mundo no qual todas pessoas querem ser perfeitas. Assumir os defeitos e aceitá-los é necessário para ser feliz, esconder-se de si mesmo é fugir da realidade, é idealizar-se. Como dizia Fernando Pessoa: “Estou farto de príncipes, onde é que há gente neste mundo?”. Faço das palavras dele, as minhas."
Trecho do Capítulo II de Crônicas de Adolescência, livro que estou escrevendo.
Trecho do Capítulo II de Crônicas de Adolescência, livro que estou escrevendo.
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